Beijo de Anjo
Arthurzinho, amor da minha vida, aos 6 meses!(julho/2002)Larinha, amor da minha vida, aos 11 meses!(setembro/2006)

   



Meu nome é Carla, sou de Recife, mas agora moro em Uberlândia/MG, tenho um filho lindo chamado Arthur, uma filha linda chamada Lara e um marido especial chamado Júnior (que me trouxe pra cá). Gosto do sossego da minha casa, de curtir minha família, viajar, ficar horas na frente do computador, de coca-cola geladinha, de filme em dia de chuva, de bolo de chocolate, de pão de queijo, de tanta coisa que nem dá pra listar tudo aqui.
Se quiser conhecer a gente, tem um link de fotos logo abaixo.
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O que é uma menina

Há algum tempo atrás, precisamente no dia 10/12/2004, eu postei uma receita de menino, muito lindinha por sinal. Dali pra cá muitas águas rolaram na minha vida, e hoje, além do Arthur, também tenho minha mocinha, a Lara. Então, pra que tudo fique bem balanceado, lá vai uma receita de menina, tão encantadora quanto a outra:

O QUE É UMA MENINA

Muita atenção que vou dar uma receita de menina.

Para se fazer uma menina, toma-se uma xícara de felicidade, dois botões azuis, pétalas de rosa, um pouco de glacê, um punhadinho de areia, três conchinhas róseas, uma colherada de imaginação. Acrescenta-se também um pouquinho de sal e muito açúcar e mel, uma casquinha de sorvete, o dengo de um gatinho novo e três gotinhas de perfume.

Não esquecer de um espelhinho prateado, pois uma menina é, antes de tudo, mulher, e logicamente vaidosa.

É importante acrescentar uma borboleta amarela, muita inocência e um dedinho com band-aid.

Recolha com cuidado uma gotinha de orvalho, o brilho de uma jóia, todos os matizes de um quadro de Renoir, uma pitada de sonho e muito carinho.

Consiga um pouquinho daquela brisa que sopra do mar, uma colherinha da luz das estrelas, um sorriso inesperado, o ruído de uma onda na praia e deixe tudo isso ao luar.

Misture tudo e acrescente muita ternura e amor, um pouco de teimosia e muita curiosidade, uma lágrima e duas asinhas de beija-flor.

É assim que são feitas as meninas.

São as coisinhas mais lindas que existem na terra, são muito frágeis e ao mesmo tempo fortes e resistentes.

Com apenas uma lágrima comovem o mais duro dos corações, pois ninguém resiste a um pedido acompanhado de um beijo molhado.

Uma menina parece que nasce sabendo que terá a responsabilidade de alegrar, suavizar e colorir a vida.

MARIA LÚCIA BECATTINI MIRANDA



Escrito por Carla às 08h45
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Coincidência?

Hoje, ao sair de casa após o almoço, para levar os meninos à escola, Lara avistou a avó e foi correndo em sua direção. Minha sogra estava com umas garrafinhas d’água nos braços, e Larinha logo pediu uma. Agarrou a garrafa e não deixou mais ninguém tirar dela.

***

- Mamãe, eu quero água! - gritava Arthur de um lado.

- Não!! - gritava Lara do outro, agarrada na garrafa.

E assim foi o caminho inteiro até a escola.

***

Chegamos na escola, e eu tive que arrancar a garrafa das mãos da Lara, sob protestos (choro), pra poder tirá-la da cadeirinha do carro. Entreguei a garrafinha ao Arthur, pra ver se distraía a pequena, e consegui levar a Lara pra sua salinha. Depois fui levar Arthur pra sua sala.

- Tchau, filho!  Me dá a garrafa!

- Não, eu quero beber!

- Filho, tem água aqui na escola. Me dá logo essa garrafa que eu já estou ficando com raiva dela!

***

Estaciono o carro no trabalho. Pego a minha bolsa, a agenda e olho pra garrafinha. Penso se devo levá-la…  se não…  vai ficar muito quente aqui no carro. Levo.

***

Ao entrar na minha sala de trabalho, com a bendita garrafa na mão, ouço um burburinho e logo alguém me olha e fala:

- Você veio prevenida, heim! Não temos um pingo d’água aqui pra beber!



Escrito por Carla às 15h55
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Antigamente era assim...

Um dia desses, não lembro como, comecei a falar pra Arthur das coisas que fizeram parte da minha infância e que não existem mais (e das coisas que agora são tão úteis e não existiam a um tempo atrás).

- Sabia, filho, que quando eu era pequena não existia cd?

- E como você ouvia música?

- Ah, existiam os discos de vinil, uns discões pretos que a gente colocava pra tocar na radiola.

- Radiola?

- É, o aparelho onde a gente colocava esses discões pra tocar...  E sabe que também não existia celular, quando eu era pequena?

- Não?? - com a maior cara de espanto. - E como a gente ligava quando não tava em casa?

- Ligava do orelhão, sabe, já te mostrei na rua... A gente tinha que comprar uma ficha e colocar no orelhão pra poder ligar.

Os olhinhos dele brilhavam com a conversa.

- E sabia que não existia controle remoto nas televisões?

- Não??? - agora com olhos arregalados. - E como a gente mudava de canal?

- Tinha que mexer nos botões ali, da televisão mesmo.

- Mas e se a gente estivesse deitado e cansado?

- Não tinha jeito... tinha que levantar...

Ele ficou pensando um pouco, e falou:

- Mãe, ainda bem que eu nasci nesse tempo agora, né?



Escrito por Carla às 10h00
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